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9 de jan de 2018

Mindhunter, Roubando Vidas e Angelina Jolie

Emy Teranishi





Quando meu avô era vivo, eu passava todas as segundas feiras conversando com ele sobre o trabalho que ele mais amava fazer. Tirar fotos de cadáveres, era o que eu dizia. Meu avô era da policia cientifica e, basicamente, era ele um dos primeiros a chegar na cena do crime. Eu sempre fui muito curiosa e não vou negar que vi muitas fotos de gente morta, mas o que mais me assustava - além da brutalidade do crime em si - era como alguém podia ser capaz de matar a outra de maneiras tão cruéis. O meu vô nunca me deu explicações mais teóricas a respeito, só me dizia que o ser humano pode ser muito ruim quando ele quer.
E foi aí que um dia eu li Mindhunter e finalmente me vi diante da explicação. John Douglas nos coloca dentro do FBI, dentro de sua mente de investigador e da mente do assassino. O lugar mais sombrio para se estar. De uma maneira muito realista, John nos conta sobre sua trajetória no FBI e sobre os casos que esteve envolvido, como o de Charles Manson e Ed Kemper (entre muitos outros muito conhecidos).

O suspense

O livro te prende a cada página. Num misto de relatos pessoais e nas transcrições das conversas com os presos mais sádicos e astutos, Mindhunter se torna uma leitura envolvente e impressionante. De alguma maneira, esse livro faz você começar a analisar o inimigo de uma maneira diferente. Claro que isso não os torna menos monstruosos (e você sabia que muitos assassinos possuem QI acima da media?), mas de repente você percebe que tudo tem uma razão, uma válvula de escape e uma consequência. Graças ao trabalho de John Douglas e de todos os agentes que se empenharam juntamente a ele, o FBI conseguiu mudar sua metodologia para caçar assassinos.

E se você leu Mindhunter...

Pouco tempo depois que terminei Mindhunter, estava vagando pelos canais da TV a cabo e me deparei com o filme "roubando vidas" estrelado por uma Angelina Jolie que ainda nem sonhava em se casar com Brad Pitt. No filme, Jolie interpreta a agente do FBI Illeana Scott, e ela faz exatamente o que John Douglas ensinava em suas palestras: ela levanta o perfil do assassino.
O filme que é de 2004 e tem direção de D.J. Caruso, é um suspense digno de pipoca com coca-cola. Pode ser um pouco previsível em alguns pontos  (como a revelação da verdadeira identidade do assassino), mas garanto que o final é totalmente surpreendente.
Confira o trailer:

E eu ainda não assisti o seriado. Alguém me diz se é tão bom quanto o livro? Vou tentar assistir o quanto antes : ) 

Ficha Técnica do Livro:
Título: Mindhunter - O primeiro caçador de serial killers americano | Ano: 2017
Páginas: 384 | Autor: John Douglas e Mark Olshaker
Editora: Intrínsica | ISBN: 8551001736
Compre: Amazon | Saraiva
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Emy Teranishi / Author & Editor

"Quando alimentamos mais a nossa coragem do que os nossos medos... passamos a derrubar muros e a construir pontes"

6 comentários:

  1. Eu não li o livro, a série ja me falaram que é boa. O filme já vi e adoro.
    Sobre a resenha, me interessei bastante. É o tipo de leitura que eu curto.

    Anny
    www.falaaianny.blogspot.com.br

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    1. Oi Any!
      O filme foi um achado e tanto! Nunca tinha ouvido falar... Gostei muito do desfecho!

      Leia o livro, tenho certeza de que vai gostar, já que o gênero te agrada! Me conta depois o que achou!

      Beijos <3

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  2. Emy, apesar de gostar de coisa fofinhas, eu também adoro histórias de serial killers! Na verdade eu acho muito interessante histórias que levam a mente humana à extremos... é fascinante e assustador, e eu sempre me pergunto até que ponto eu conseguiria manter minha sanidade diante de acontecimentos X ou Y.

    Eu assisti Mindhunter e gostei bastante. É daqueles seriados que não tem grandes acontecimentos toda hora, ele é interessante justamente por esses estudos, os diálogos, a reação dos personagens diante desses assassinos. O Kemper do seriado é muito envolvente, aliás... eu e meu marido achamos ele fascinante em alguns momentos ahahaha. E isso é muito estranho, ter empatia por um assassino tão brutal como ele. Eu recomendo assistir!

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    1. Hahaha somos duas Mi!

      Ainda não assisti o seriado, mas já tô querendo assistir pra ontem! E o livro também é assim, na maior parte é a narrativa do John explicando o que ele fazia no FBI. Mas também quando ele relata as cenas do crime... É de arrepiar! E no livro ele realmente fala sobre a simpatia que sentiu pelo Kemper e que, em alguns momentos, era possível "esquecer" que estava falando com um assassino! :O

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  3. Emy, o seu vô tinha a minha profissão dos sonhos (bom pelo menos era, quando tinha 16 anos).
    Sempre quis trabalhar com perícia e teve uma fase da minha vida (com meus vinte e poucos anos) em que precisei realizar um trabalho emergencial e cobrir um profissional e fiquei chocada com a cena. Lembro do cheiro e passo mal, ou seja, deixou de ser a profissão.. só é legal nas séries mesmo ahuiahuahiuahuia.

    Eu li o livro e assisti a série e adorei a forma com os produtores trabalharam na adaptação. Mas é claro que nos livros os fatos são mais interessantes e envolventes rs.

    Beijos

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    1. Jura Clay?? Hahahaha eu sempre tive curiosidade apenas, mas sempre que era incentivada pelo meu vô a tentar entrar na mesma area que ele, eu sentia arrepios! E ele dizia com a maior simplicidade... "O cheiro você se acostuma depois de um tempo... E não precisa ter medo dos mortos, é dos vivos que precisa!"
      Mas de fato, é preciso ter muito amor à profissão (ou muito desapego) porque não é fácil, hahahaha

      Os livros sempre serão nossos favoritos, né? Haha

      Beijoooos!

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