Efêmero


Esses dias eu estava sentindo uma grande vontade de sumir. Não era vontade de morrer, mas eu queria deixar de existir. Sem sofrimento, sem dor, sem angustia. Apenas deixar de ser. 

Por fora, tudo estava em ordem. Mas, ainda assim, por dentro eu me sentia quebrada. Com uma enorme sensação de vazio.

E talvez isso fosse o pior. Olhar para fora e ver que não havia motivos aparentes para me sentir tão insignificante. Mas não haver motivos não quer dizer que não estamos propensos a passar por esse vazio existencial. Porque estamos nessa vida para aprender a ser melhor. E ser melhor exige muito de nós e às vezes não estamos prontos para reconhecer nossas fraquezas... Nem sempre estamos prontos para conhecer e aceitar quem somos de verdade.

Os dias passaram e em todos eles eu me enchia de perguntas. Fui me enchendo delas, até o momento em que não aguentei mais. E, como uma represa que chega ao seu limite máximo, eu transbordei. E sem tanta pressão, consegui encontrar um ponto ao qual me ancorar.

A vontade de sumir se foi e aos poucos vou recolocando as peças em seus lugares.

Porque a vida é isso. São altos e baixos. São momentos de lucidez e momentos de escuridão.
A gente só tem que aprender a estar no controle. A cuidar do que habita em nosso coração. Porque tudo é mera efemeridade. A tristeza, a saudade, a vida.


Para depois que eu partir - Heather McManamy & William Croyle


Heather é uma mãe de 35 anos que foi diagnosticada com câncer terminal. Aos invés de se entregar para a doença e para a tristeza de saber que não poderia acompanhar o crescimento de sua filha Brianna, que tinha 4 anos na época da descoberta, Heather encontrou uma maneira de estar presente na vida de sua filha - mesmo que não fisicamente. Com uma boa dose de humor e muito amor, ela escreveu centenas de bilhetes para diversos momentos ao longo da vida de Brianna.


Se eu chorei? Tô chorando até agora. É difícil para qualquer um se imaginar deixando as pessoas que amamos antes do tempo. E é aí que percebemos o quanto a vida é frágil e que tudo pode mudar em questão de segundos. Nada no mundo vai impedir a vida de seguir seu curso, independente dos planos que você fez. Ao ler esse livro - que é quase um diário onde Heather relata sua trajetória - eu percebi o quanto não damos a devida importância para as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.
Algumas lágrimas podem rolar pelo caminho, mas a leitura e a nova perspectiva de enxergar as coisas valem o risco. E a lição que fica é aproveite sua vida. Seja gentil. Aprecie os momentos que te fazem sorrir. Ame. Não tome como certo e seguro um dia sequer.
Compre: Amazon | Saraiva
Título Original: Cards for Brianna, 2017 | 192 páginas | ISBN: 8550301035 | Editora: Universo dos Livros

#Top3: Filmes que mais me fizeram chorar!


Eu sou uma pessoa que chora com facilidade - mais até do que eu gostaria. Não sei se é culpa do meu signo - alguém mais de peixes por aqui? - mas eu me emociono com qualquer coisinha. Choro lendo livro, choro vendo aqueles comerciais tailandeses e uma vez chorei num filme de terror, mas não foi de medo não.

Sendo assim, é meio difícil eu não chorar com filmes com uma temática mais dramática, mas elenquei os 3 filmes que mais me fazem chorar nessa vida. Posso assistir dez vezes, e pode ter certeza de que nessas dez vezes eu vou chorar feito uma criança again.

Se você não se importa de derramar algumas lágrimas na pipoca, anote essas dicas:

1) Túmulo dos Vagalumes
Foto: Studio Ghibli
O túmulo dos vagalumes (Hotaru no Haka - 1988) é uma animação japonesa dirigida por Isao Takahata. A história retrata a luta pela sobrevivência de dois irmãos durante a segunda guerra mundial. Seita é o irmão mais velho de Setsuko e faz de tudo para manter a irmãzinha em segurança depois que os pais morreram. O desenho ganhou uma adaptação para o cinema, mas na minha opinião a animação é muito mais impactante. É impossível assistir e não se perguntar quantas Setsukos da vida real passaram pelo mesmo sofrimento: fome, doenças, insegurança, medo.
Acredito que tudo que tem a ver com guerra - e principalmente com as consequências dela - é algo difícil de lidar. Recomendo que pessoas muito sensíveis não assistam ao filme. 
Assista ao trailer:

2) Uma Prova de Amor
Foto: Google

Uma Prova de Amor (My Sister's Keeper - 2009) é um filme baseado no romance homônimo, dirigido por Nick Cassavetes. No drama, conhecemos Kate (Sofia Vassilieva), uma adolescente que sofre de Leucemia, sua irmã Anna (Abigail Breslin) que foi concebida para salvar a vida da irmã mais velha, Jesse (Evan Ellingson) o irmão do meio e seus pais, Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric). O longa é comovente em todos os sentidos. Fala do amor de uma mãe que é capaz de tudo para salvar a vida da filha, da dor que Kate sente - não apenas fisicamente, mas emocionalmente também, da vontade de Anna ser capaz de decidir o que é o certo em todos os sentidos. É um drama familiar que mexe com nossos sentimentos.
Assista ao trailer:

3) Como Eu Era Antes de Você
Eu não tenho palavras o suficiente para explicar o meu amor por esse filme. Simplesmente não tem como. Eu adoro os atores, a trilha sonora e a história. Como eu era antes de você (Me Before You - 2016) nos faz rir, chorar e principalmente refletir. É o tipo de filme que quando acaba, te deixa com um quentinho no coração, apesar de estar com lágrimas escorrendo pelo rosto. Eu ainda não li o livro, mas tenho certeza de que é tão lindo quanto.

Assista ao trailer:

Como eu mencionei antes, eu sou muito chorona, então a lista de filmes que me desidratam é bem extensa, mas esses são os vencedores (por enquanto). 
Se mais algum chorão ou chorona passar por aqui, deixe aqui uma indicação de filme bem emocionante! Beijos ♥

Uma biblioteca para chamar de sua


O grande sonho da minha vida é ter uma biblioteca só pra mim. Na minha pasta do Pinterest, o que mais tem é foto de ideias para quando eu puder ter o meu cantinho.
Reuni aqui as melhores ideias, então pegue uma xícara de chocolate quente, o seu livro preferido e escolha um desses adoráveis refúgios para passar uma tarde agradável imersa na leitura.

Que tal aproveitar aquele espaço embaixo da escada?
Com um pouco de criatividade, o espaço que antes parecia impossível de utilizar pode virar uma bela estante. (Talvez Harry Potter quisesse que seus tios usassem o espaço sob as escadas dessa maneira...)
Com um bela vista, a leitura fica ainda mais agrádavel.
Conhecido como Window Seat, a ideia é aproveitar a claridade natural da janela. Não sei qual o termo correto aqui no Brasil (e na verdade nem sei se tem um - se alguém souber me diz aqui nos comentários!) mas eu gosto muito, muito mesmo da ideia.
Pra quem não tem muito espaço, uma bela estante já faz toda diferença.
Aquela parede antes sem graça pode ser renovada com prateleiras diferentonas ou estantes que cubram toda sua extensão.
Porque não usar um cômodo inteiro? (Ou a casa toda? rs)
No momento eu estou me contentando em ter apenas uma das paredes do meu quarto com uma bela estante, mas quem sabe algum dia eu não consiga ter um cômodo destinado apenas aos meus livros?
Crianças também podem ter seu próprio cantinho da leitura.
O amor pelos livros pode - e deve - ser cultivado desde pequenininhos.

Nota: encontrei todas essas imagens navegando pelo pinterest. Se alguma pertencer a alguém que deseja ser devidamente creditado, por favor, entre em contato pelo e-mail.

E você, quais dessas ideias mais gostou?
Beijos e até a próxima!

Em águas sombrias - Paula Hawkins

Paula Hawkins nos introduz em uma trama cheia de mistérios e reviravoltas. A curiosidade é aguçada constantemente e a cada capítulo, temos a sensação de que finalmente as peças de um complexo quebra-cabeça estão se encaixando, mas em muitos momentos somos obrigados a rever as nossas conclusões. O desfecho inesperado nos pega de surpresa, até desnorteia um pouco. 
Os capítulos são divididos entre vários personagens, cada um com seu ponto de vista sobre a mais nova vítima do poço dos afogamentos, Nel Abbott. Cada personagem tem a sua própria experiência em relação ao rio, palco de mortes das chamadas mulheres encrenqueiras. A leitura pode ser um pouco confusa de inicio exatamente por ter vários personagens narrando os fatos, em alguns momentos me vi voltando algumas páginas para poder entender uma referência citada. Mas assim que você consegue se familiarizar com todos eles, a leitura flui facilmente. 


















A forma de escrever da autora torna a leitura super agradável. Não é um livro massante, daquele que você precisa se esforçar para continuar. Achei o ritmo cadenciado e com a dose certa de drama familiar e suspense. Cada personagem tem a sua importância na trama, alguns menos explorados do que outros, mas todos bem conectados.



O livro já teve seus direitos comprados pela Dreamworks para virar filme, mas ainda não temos uma data de estreia definida. Vamos aguardar para ver se o filme vai ser tão bom quanto o livro. 

Ficha técnica:
Título: Em Águas Sombrias (Into the Water)
Páginas: 364
Ano: 2017
ISBN: 9788501109941
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.


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Thor: Ragnarok - Marvel Studios


Qual a primeira imagem que lhe vem a cabeça quando falamos do Thor?
Força? Martelo que só os dignos podem portar? Um deus um pouco arrogante e que gosta de uma boa briga? Tudo isso junto?
Foto: Google
Diferente do que vimos nos outros dois filmes, em "Thor Ragnarok" o deus do trovão se mostrou bem mais cômico do que arrogante. Já começa na introdução do filme, com o próprio Thor narrando a cena de abertura. Confesso que achei algumas piadas bem sem graça, tipo aquelas "é pavê ou pra comer" que nossos tios soltam na época de Natal, mas nada que não possamos superar.
Mas acredito que esse foi o diferencial neste terceiro filme. Esse toque de comédia somado com a ótima atuação do elenco nos proporciona uma agradável experiencia no cinema. Destaque para Tessa Thompson como Valquíria e o sempre impagável Tom Hiddleston como Loki (me julguem, mas Loki é meu vilão preferido da vida)


Eu supostamente sou uma pessoa bem suspeita para falar, mas Thor Ragnarok com certeza vale o ingresso. O filme conta com ação na medida, trilha sonora arrebatadora, atuações maravilhosas, participações especiais (que eu não vou contar porque senão estraga a surpresa) e as piadinhas de tiozinho (para alguns podem ser o fim do mundo, mas hei, cinema é entretenimento! Vá com o coração aberto para aceitar algumas falhinhas e se permita rir um pouco)
AH! E claro, não podemos esquecer das já tradicionais cenas pós créditos: são duas, mas a última é realmente desnecessária, vai por mim.

Vai lá, corre que ainda dá tempo de ver o Loki Thor piadista deus do trovão. Depois voltem aqui e vamos dar as mãos para aguardar pacientemente a estreia de Vingadores: guerra infinita.

Beijos!